Marcos Vasconcelos: Um super jornalista paraibano

Mais um papo de jornalista para jornalista! Desta vez será com um jornalista campinense bastante conhecido por todo o Estado. Antonio Marcos de Vasconcelos, ou simplesmente Marcos Vasconcelos é atualmente repórter e apresentador da TV Paraíba.

Além de repórter da TV Paraíba, ele também é apresentador do Globo Esporte local. Marcos é referencia do jornalismo esportivo do Estado e isso é indiscutível. O jornalista virginiano de 38 anos, nos contou que não lembra o exato momento em que o jornalismo surgiu em sua vida, mas completa “Lembro que foi uma idéia que foi surgindo na minha vida. Sempre gostei de ver os jornais. Durante a adolescência tive a oportunidade de conhecer o trabalho de alguns radialistas e peguei gosto pela coisa. Acho que o jornalismo me escolheu.” A Paraíba toda te escolheu, Marcos! O seu profissionalismo e sua permanência no cenário jornalístico paraibano é a prova disso.

Foto: Arquivo Pessoal
Foto: Arquivo Pessoal

Outra grande paixão do Marcos são os super-heróis. Esta paixão veio de quando ele ainda era garotinho, que foi quando ganhou de presente uma fantasia do Batman e ele saía correndo pelas ruas de Campina Grande para “Combater as forças do mal”. Quando o jovem garoto não estava brincando, estava grudado à televisão. Ele falou que existe muita coisa em comum entre essas duas paixões “O jornalista tem que ter coragem assim como aos heróis. Tem que ter senso de justiça igual aos heróis. Tem que gostar de ajudar os outros igual aos heróis. Então acho que tem muita coisa em comum.” Para quem não sabe, o nosso entrevistado tem uma coleção de bonecos, cerca de 50 miniaturas, e muitos deles guardados desde a década de 80.

Conversei com Marcos sobre o cenário atual do jornalismo como um todo, e claro sobre o esportivo. Falamos também sobre o cotidiano do jornalista e como é conciliar esta profissão com a vida pessoal. Nossa entrevista ficou ótima! Confira:

Em 2011, você assumiu a bancada do Globo Esporte local, onde já atuava como repórter da TV Paraíba. Como foi assumir essa bancada e como é o seu cotidiano na TV Paraíba?

“Assumir foi e continua sendo uma experiência fantástica. O esporte proporciona uma linguagem mais leve e divertida. Acho que assim posso ser mais “eu” em frente às câmeras. O que não mudou muito foi o cotidiano na empresa, afinal, continuo apresentando e fazendo reportagens de rua para todos os cadernos. Muito gente imagina que são apenas os dez minutos do GE, mas nada disso. São aproximadamente oito horas diárias, seis dias da semana.”

Durante toda a vida passamos por altos e baixos tanto na vida profissional como na pessoal, e cada um administra isso de uma forma, em lidar com as situações. É difícil conciliar sua carreira com a sua vida pessoal? Como você tenta enxergar esse impasse.

“É complicado sim. Tem todo o tempo que o trabalho exige e o fato de ser uma pessoa pública. O jornalista trabalha durante feriados, dia santo, festas e a família acaba ficando um pouco na bronca por isso. No cotidiano as pessoas acabam esperando muito de você tendo como base apenas o pouco que aparecemos na tela. Mas tento ao máximo ter uma vida discreta. Gosto muito de música e cinema mas sem badalações. Pode não parecer mas também sou um pouco tímido e reservado.”

Veja algumas alguns momentos da carreira do jornalista Marcos Vasconcelos:

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Você acredita que a internet está criando uma nova forma de fazer jornalismo? E quando vamos para o mundo dos esportes, a internet influenciou também na forma de produzir o jornalismo esportivo?

“Não só criou uma nova forma de fazer jornalismo como também fez com que quase todo mundo acredite ser um. Assusta a quantidade de noticias falsas que são espalhadas na internet. Igualmente assustador é a quantidade de gente que acreditada piamente nelas. Quem nunca recebeu a informação de um pai desesperado porque teve o uno roubado com o filho dentro? Muita gente ainda acredita nisso. A internet ajudou a mudar a linguagem, a velocidade e até o tamanho da informação. Mas é preciso deixar que os verdadeiros profissionais façam o seu trabalho.”

Sempre observamos pela mídia os nossos atletas envolvidos em algum escândalo, porém muitas vezes a mídia é que acaba exagerando. Para você, qual é a situação real de nosso jornalismo esportivo?

“ O esporte ganhou um destaque gigante. Hoje as pessoas não querem apenas saber o resultado de algum jogo. A vida pessoal das “celebridades” esportivas também interessa. O jornalismo esportivo virou uma mistura de jornalismo e entretenimento. E que complica é quando algum profissional colocar mais “amor” de uma lado que do outro. Acho que nesse ponto ainda estamos andando devagar.”

Você acredita que, no Brasil, o jornalismo esportivo é reconhecido ou as outras modalidades, como jornalismos políticos e econômicos são mais valorizados?

“Não acredito. Mesmo com todo o investimento feito nos últimos anos ainda vejo como segundo plano.Talvez seja por ser uma modalidade que atrai uma parcela da audiência apenas. Mas aos poucos vamos lutando pra mudar isso.”

Foto: Arquivo Pessoal
Foto: Arquivo Pessoal

Já que você gosta tanto de super herói, qual você desejaria ser e por quê?

“Pergunta difícil. Gosto muito de Batman e Superman. Batman , apesar de tudo, é humano. Ele faz tudo seguindo um raciocínio lógico. Tem uma inteligência fora do comum. Superman mesmo não sendo humano tenta ser. Precisa dosar sua super força para não machucar ninguém. É jornalista e  ainda pode voar. Quem não gostaria de voar pra longe vez por outra.”

Uma frase que simboliza você?

“A arte de ser louco é jamais cometer a loucura de ser um sujeito normal” Raul Seixas

Pra fechar fazendo aquela autoanálise, para você quem é o Marcos Vasconcelos?

“Quando souber me avisa (Risos).”

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